fodástico

Por um sorriso colgate

arquivado em: estórias&histórias  

Foi-se o dia em que eu tinha lá meus 10 anos e fui com minha mãe à dentista fazer limpeza dos dentes e ela, a dentista, dá-me a notícia que eu deveria usar aparelho Meu aparelho árvore de Natal :Bortodôntico. Como toda criança de 10 anos, é óbvio que relutei, esperneei, chorei, emburrei e xinguei, não da frente da dentista, até a qüinquagésima nona geração que pode existir dela. Mas fui ao ortodontista — como se eu tivesse alguma escolha — e coloquei a merda do aparelho durante aquela conversa constragedora que você tem com seu ortodentista na primeira consulta, na qual ele lhe pergunta até "o que você vai ser quando crescer"e você responde aquela profissão pomposa, "engenheiro", porque você desconhece a praga da matemática-química-física.

No início do tratamento, aliado ao fato de você se sentir estranho, todo mundo lhe olha como se tivesse colocado um ET na boca, faltando só enfiar o dedo para ver se o metal reluzente (porque brilha, principalmente quando se há flash de máquina fotográfica) pregado nos seus dentes é verdadeiro. Entretando, depois de algumas séries, lá pela 6ª, é raro os que não usam aparelho. Tanto que acidentes, como levar bolada na cara e sair com a boca toda cortada e jorrando sangue, é algo normal no colégio.

Contudo, eis o dia que tudo acaba, o dia em que o ortodontista o prepara e diz que na próxima consulta você tirará o aparelho. Você vai embora com seu sorriso metálico beirando as orelhas de felicidade. Volta dali a um mês, tira o aparelho e, até que enfim, exibe o sorriso colgate.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Um dia, em uma consulta de rotina, sua dentista informa que você precisa retirar os sisos, porque se não todo o seu árduo esforço para suportar os aparelhos ortdônticos nada valeram. Eita! E, vai você de novo, no ortodontista que vai lhe cobrar o sonho do carro próprio pra retirar os sisos. E, quando sai de consultório, após algumas horas, descobre como é que o Fofão realmente se sentia quando saía na rua. Tudo pelo sonho do sorriso das propagandas de pasta dental.

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Postado em 14/05/08 // 6 comentários >>>>


Conotações etc.

arquivado em: pensamentos em voz alta  

Dentro de ônibus, às vezes na falta do que ouvir — na infelicidade de ter esquecido o MP3 player em casa –, ouve-se muito sobre religião, violência, drogas e o assunto que tá inerente à boca de todos, sexo. Veio uma moça do lado que discutia calorosamente sobre o Axé Brasil com outra, que foi ao evento e ficou com trocentos caras. A primeira falava com a outra que não considerava essas atitudes certas e todo aquele papo completo puritano-evangélico, até a hora que a conversa chegou no sexo. Enquanto uma jurava de pé junto e mão amarrada pra frente — pra num fazer figa — que só faria sexo depois do casamento, a outra julgava bobagem esse preceito biblíco, ainda endossava que a primeira "num sabia o que tava perdendo".

A idéia de sexo nas igrejas cristãs é tão impuro antes do casamento e, repentinamente, com o passar de duas horas demoradas recebendo a benção de um padre/pastor, o conceito muda para sagrado. Ao passo que em várias religiões, pré-avanço do Cristianismo pela Europa, concebiam/concebem o sexo como algo sagrado, faziam rituais que envolviam sexo para celebrar a fertilidade da terra, tratavam o sexo como o ponto máximo de inteligência atingida pelo ser-humano, o Cristianismo até hoje trata um dos pontos mais sinestésicos do ser-humano como algo sujo fora do casamento. O que quero tratar é do hedonismo mesmo. Por que se privar de algo bom? Por que não fazer descobertas? A nossa vida inteira se trata de descobertas, vemos prazer em partilhar as nossas descobertas com as pessoas, porque não é à toa que ao fazermos algo interessante expomos aos outros. Coisas que nos dão prazer são arte, num conceito mais primitivo, então por que privar alguém, que não vá se casar, de fazer arte?, de praticá-la?

É engraçado que não é aceito pelo Cristianismo o uso de camisinhas e métodos contra-ceptivos, porém é encorajado o caminho da tabelinha.

Obstante ao que se pode pensar sobre o texto, não encorajo o total "pegamento" aleatório sem nem saber do cartão de vacinação (entende-se histórico pessoal) da parceira(o). No entanto, considero todo fundamentalismo religioso e de qualquer outro tipo de regra idiota. É como se você vivesse com a mente de outra pessoa, sem idéias ou vontades.

[Texto relacionado que achei interessante: "Eu e Krishna" - Pictolírica]

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Postado em 09/05/08 // 13 comentários >>>>


Editorial I de I (provavelmente)

arquivado em: do cenário  

Hoje entra no ar a Rede Influxo de Blogs, que reúne blogs legais em um só lugar e com links recíprocos lá no topo da página. A Rede conta até agora com 7 blogs: o fodástico, o Ingenuidade do Hugo, o Leandrow.net do homônio sem o 'W', o Memórias Fracas do Thássius, o Prontofalei do Galileu, o Reticências da Juliana e o
Supra-Sumo do Mário. (Muita cueca, certo? Então se quiser joinar na rede fale com o Thássius e se for bonita é bem capaz que ele te dê abrigo, haha.)

Salvo o engano, todos os blogs são de crônicas, mesmo o do Leandro que é um pouco mais voltado para tecnologia e não deixa de utilizar das crônicas como genêro textual. Então, explore aí e conte o que o achou. (Sei que você esperava um cine privê, mas é vida: cheia de decepções.)

E não. Eu não sou doido de ficar na internet até 00h00 quando tenho que acordar às 6h00 da madrugada! Isso é post programado. :)

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Postado em 07/05/08 // 13 comentários >>>>


Talvez alguém mais goste de coisa nova

arquivado em: verbivocuvisual  

Apareceu uma novela primeira que a Globo baseou em um livro provável do Romantismo (a escola literária), daí exploraram a novela e adiaram o clímax e o desfecho da novela até as pessoas começarem a desistir da vida e pular da ponte (como lá em São Francisco, na época da Grande Depressão) de tanto que as cenas eram repetidas. A novela posterior à de sucesso foi um caos, logo a Globo resolveu repetir a fórmula 1+1=2-pega trouxa sem o que fazer às 18h00. Minha vó gostou por demais, reaviva as novelas que ela ouvia em 1900 e eh… eu não tenho idéia no rádio, as Radionovelas, que eram bem o que é hoje, a representação água com açúcar da burguesia da época.

Daí, veio uma, duas, três, quatro, CINCO, meu Deus!, seis, sete,…

Aí hoje, daqui a pouco, começa mais outra. Então, se você gosta de ler livros do Romantismo super-agradáveis que você já sabe tudo que vai acontecer e até mesmo quem vai morrer, fique deliciado em ver Ciranda de Pedra. Telenovela que possui a mocinha indefesa e o cara que tá afim de comê-la que não pode porque as famílias se odeiam ou tem uma mulher que vai atrapalhar tudo. Super real!

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Postado em 05/05/08 // 5 comentários >>>>


Comércio vivo

arquivado em: do cenário  

O comércio do centro de Beagá (Belo Horizonte) é bem devagar no que se trata de chamar clientes. São sempre as mesmas vitrines, com os mesmo produtos (de acordo com o tipo) expostos e nada mais. Deixam que o produto fale por sim mesmo. Bem como é os bares. Na Rua da Bahia — já até abrigou fases de Hilda Furacão –, onde antes assistia-se a boemia da cidade acontecer, pouco há de se ver, cartazes, por vezes uma faixada bonita, outras nem isso. Hoje, o palco de tantas badalações fica por conta da Savassi.

Centro abaixo encontra-se a região mais periférica, perto da Rodoviária, há o centro mais real, que por vezes dá medo e econtra-se com situações curiosas e figuras das mais engraçadas. Lá o comércio é pra quem não quer gastar dinheiro, não se pode dizer que há o ali há o lixo e mais acima há o luxo, mas é uma região que o comércio é mais voltado pra atacado e, também, é onde há o famoso shopping Oi (Oiapaque — shopping de importados, diga-se de passagem o camelódromo da cidade). O comércio ali é atraído pelos preços baixos.

Já o Mercado Central se distoa do resto. Ponto turístico da cidade, o mercado traz consigo vida, desde o odor um pouco desagradável para uns e ótimos para outros até a diversidade de coisas que há de se achar ali. Numa volta por ali, é notável a presença dos vendedores que te chamam pra loja, a qualquer um que passe é chamada a atenção pelas garçonetes em cima do balcão que oferecem efetivamente uma cerveja e um tira-gosto. "Vai aí, meu senhor? Tricando de gelada." Ou pelos caras que oferecem não tão efetivamente suplementos alimentar numa sexta à tarde a todos os jovens transeuntes.

O comércio de Beagá, ao contrário do tópico frasal, não é só devagar; é diversificado de acordo com os gostos, vontade de procurar e poder aquisitivo. Então, passando por aqui, consuma como queira.

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Postado em 02/05/08 // 6 comentários >>>>


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Léo Ruas estudante- vestibulando, residente de Beagá. >>>>

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