fodástico; Resumo do Auto da Compadecida

O Auto da Compadecida

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O Auto da Compadecida é um texto dramático em forma de auto(texto contém tradição religiosa), escrito por Ariano Suassuna, cuja história conta, em primeiro plano, a vida de Chicó e João Grilo, dois nordestinos pobres que trabalham numa padaria e são, durante todo livro, discriminados por serem pobres numa sociedade corrupta do início do século XX. Uma sociedade comandada por um líder local, o qual, na história, se encontra no Major Antônio Moraes, o qual se sobrepõe às leis, à Igreja Católica, cuja moral é facilmente corrompida por bens materiais, mesmo que uma vaca.

Enredo

No começo do livro o narrador, representado pelo o Palhaço apresenta a peça aos leitores, apresenta-se, e diz por que toma a forma de um palhaço, e às vezes interage com alguns personagens da história, que começa assim…

João Grilo: No dia em que chegou o motor novo do Majó Antônio Moraes o senhor não benzeu?
[...]
Padre: É, mas que m vai ficar engraçado sou eu, benzendo o cahorro. Benzer motor é fácil, todo mundo faz isso; mas benzer cachorro?

págs. 20 e 21

O cachorro da Mulher do Padeiro está morrendo e ela pede a Chicó e João Grilo para ir à igreja pedir ao Padre João para benzer o cachorro. O Padre, como era de se esperar, nega o pedido, até João Grilo mentir dizendo que o cachorro era do Major Antônio Moraes. O Padre, por ser totalmente subserviente ao Major, já aceita benzer o cachorro. No meio tempo em que João e Chicó estão saido para ir até à Padaria, o Major chega à cidade para pedir ao vigário que benza seu filho. João e Chicó, vendo o Major, avisam que o Padre está doido, benze tudo achando que é gente. O Padre se confunde ao conversar com o caudilho, em cujo entendimento chamou a sua mulher de cachorra; sai da cidade e vai comunicar ao Bispo a falta de consideração do sacerdote para com ele.  A Mulher do Padeiro aparece na igreja pedindo ao padre que benza o seu cachorro e descobre que o Padre João benzeria o de Antônio Moraes, mas agora que o Major foi dar parte dele ao Bispo não benzia. No meio de todo estardalhaço, o bicho morre.

A Mulher do Padeiro quer, agora, que o Padre o enterre, logo João Grilo aparece com uma solução: inventa um testamento do cachorro no qual ele dinheiro para o Padre e para o Sacristão. O Padre aceita e o Sacristão realiza o enterro do cachorro em latim, como pediu sua dona, e o Sacritão o acompanha.

João Grilo: Garanto. Eu teria medo se fosse o [bispo] anterior, que era um santo homem. Só o jeito que ele tinha de olhar para a gente já fazia tirar o chapéu. Mas com esse grandes administradores eu me entendo que é uma beleza.

pág.53

O Bispo e o Frade chegam à cidade e dispõem da notícia que o Padre havia chamado a mulher do Major de cachorra e, ainda, descobre que o Padre e o Sacristão haviam realizado o enterro de um cachorro em Latim. João Grilo, encontrava-se presente na chegada do Bispo, arranja ao Reverendíssimo uma parte no testamento e é acobertado pelos seus patrões. O Bispo profere: " É por isso que vivo dizendo que os animais também são criatura de Deus. Que animal inteligente! Que sentimento nobre!"

Na próxima trama dos nordestinos, João Grilo vende à Mulher do Padeiro um gato que "descome" dinheiro para tomar o lugar de seu falecido cachorro. O grande problema é que o gato não "descome" dinheiro — as moedas foram introduzidas no gato — e a sua farsa é facilmente descoberta. João e Chicó  vão à igreja entregar o combinado no testamento ao Padre, Bispo e Sacritão e o Padeiro chega atrás dos dois empregados. Durante a discussão dentro da igreja sobre a venda do gato, tiros são ouvidos e a Mulher do Padeiro entra na igreja:

Mulher: Valha-me Deus! ai, meu marido de minha alma, vai morrer todo mundo agora! Socorro, Senhor Bispo!
Bispo: Que há? Que é isso? Que barulho!
Mulher: É Severino de Aracaju, que entrou na cidade com um cabra e vem pra cá roubar a igreja.
[...]
Bispo [à mulher]: Chame polícia.
Mulher: A polícia correu. [...] E então? Informaram-se por onde ele vinha e saíram extamente pelo outro lado.

Severino, cangaceiro, passa pela Padaria no caminho da igreja, arromba o cofre e, na igreja, recolhe o dinheiro do Padre, Sacristão, Bispo e Frade. Anuncia que dali ninguém sai e, na seqüência de mortes, vai-se primeiro o Bispo, o Padre e o Sacristão juntos, mas Severino libera o Frade porque dá azar matar. Em sucessão, é hora do Padeiro e da Mulher. O Padeiro pede a Severino que a leve primeiro, porque até com Chicó lhe chifrou e ainda se engracejou com o cangaceiro. Por fim, os dois saem abraçados e a Mulher ajudando o Padeiro a se segurar nas pernas já que esse tremia de medo.

No entanto, quando Severino diz a João Grilo que ele é o próximo, o "amarelo safado" lhe oferece uma gaita.  Gaita para "nunca mais morrer dos ferimentos que a polícia lhe [a Severino] fizer", que foi bezido po Padre Cícero. E para provar que cura, João dá uma punhalada em Chicó, que tinha uma bexiga tirada do cachorro da patroa contendo sangue. Então, João toca a gaita e Chicó "ressucita" e diz a Severino que Padre Cícero quer vê-lo, o cangaceiro pede ao seu comparsa que lhe dê um tiro e depois tocar a gaita. Severino morre e o Cangaceiro parte para cima de João Grilo que lhe dá uma punhalada. João vai ao corpo de Severino pegar o dinheiro do testamento e o cangaceiro levanta e dá-lhe um tiro de rifle e morrem ele e João.

O Palhaço entra em cena e explica que há de se mudar o cenário e que daqui a pouco entrarão dois demônios vestidos de vaqueiros, pois isso decorre de uma crença do Nordeste. E depois de dizer a todos que se deitem e morram, sai de cena.

O Demônio aparece das sombras e fala a todas para se curvarem pois vem aí quem pode mais. Aparece o Encourado, que, como num costume, manda todos partirem para o inferno. João Grilo é o único que não aceita a ordem e apela por um julgamnte justo em que lhe ouçam, apela para Jesus Cristo. Manuel, como o Encourado o chama, com uma aparência diferente da que é conviniente e normal para as pessoas a ponto de João Grilo perguntar-lhe se ele era mesmo Cristo, pois pensava que ele era menos queimado, em um eufemismo.

Começa  o julgamento com a acusação ao Bispo que foi acusado pelo Encourado de "simonia, velhacaria, política mundana, arrogância com os pequenos, subserviência com os grandes". E, depois, acusa o padre das mesmas coisas, além de preguiça, pela qual deixava todo o serviço para o

João Grilo: [...] Três dias passei…
Manuel: Em cima de uma cama, com febre, e nem um copo d'água lhe mandaram. Já sei, João, todo mundo já sabe dessa história, de tanto ouvir você contar.

pág. 133

Sacristão. O Sacristão: "tramou a história do enterro [...] com olhos nos três contos, hipocrisia e auto-suficiência, [...] além de tudo, roubava a igreja." Padeiro e a mulher: "piores patrões que Taperoá já vi. [...] Avareza do marido, adultério da mulher." Severino e seu cabra: "Mataram mais de trinta." A situação estava favorável para o Encourado e ruim para eles.

João Grilo, por último acusado, carrega a trama do enterro do cachorro, a venda do gato que "botava" dinheiro, a morte de Severino e seu cabra. E, o Encourado tenco seu caso como sem jeito, já trata de querer levar-lhe. Mas João se pega com "A Misericórdia".

Valha-me Nossa Senhora, / Mãe de Deus de Nazaré!
A vaca mansa dá leite,/ a braba dá quando quer.
A mansa dá sossegada,/ a braba levanta o pé.
Já fui barco, fui navio,/ mas hoje sou escaler.
Já fui menino, fui menino,/ só me falta ser mulher.
Valha-me Nossa Senhora,/ Mãe de Deus de Nazaré.

págs. 144 e 145

E aparece a Compadecida, a qual defende um por um. Começando pelo Sacristão, Padre e Bispo, alega que foram movidos primeiro pelo medo (da fome, da morte, do sofrimento) e acabam por fazer coisa ruins. A Mulher e o Padeiro: o Padeiro perdoa sua maulher na hora da morte reza por ela, o que voga pelos dois; e a Mulher que era maltrada pelo marido e deixada sozinha (sem amor) o traía. E, quando vai intercerder por Severino e seu cabra, Manuel os absorve, porque "foram meros instrumentos  de sua cólera. Enlouqueceram ambos, depois que a polícia matou a família deles e não eram responsáveis por seus atos".

Na hora da setênça, João intefere e pede os cincos últimos lugares do purgatório para os seus colegas, o que deixa a Compadecida satisfeita e Manuel aceita.  Todavia, João se deixa de fora do combinado e porque acha que seu caso é de salvação imediata. E, a Compadecida consegue queManuel deixe-lhe voltar, com a condição de que João faça-lhe uma pergunta a qual ele, Manuel, não possa responder.

João Grilo: [...] Em que dia vai acontecer sua segunda ida ao mundo?
Manuel: João, isso é um grande mistério. É claro que eu sei, mas ninguém entenderia nada, se eu explicasse. Nem posso explicar nada agora, porque você vai voltar e isso faz parte da minha vida íntima com meu Pai.

O palhaço interrompe a cena da Compadecida e de Manuel para arrumar o cenário do enterro de João Grilo. O Palhaço e Chicó vêm trazendo o corpo de João que ressucita e assusta o Palhaço, que sai correndo deixando Chicó que nem coragem teve de correr.

João e Chicó fazem planos para o futuro com o dinheiro do testamento e com a padaria, porém chicó lembra que fez um promessa à Nossa Senhora, na qual doaria todo o dinheiro para a paróquia se João escapasse. João Grilo reluta, mas depois aceita e assim termina a história da Compadecida.

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"O Auto da Compadecida" foi publicado em 22/02/08 às 10:07 pm por Léo Ruas sob a(s) categoria(s) livros&filmes&séries. Você pode acompanhar as respostas relativas ao texto por meio do RSS 2.0 feed.
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Comentários

mtu lgl! gostei dese site


pesoal etra nese site e super interesante e d+…. vcs vaum adora! eu gostei tanto q to mandando otro testinho, rsrsrsrrsrsrsrrsrsr


Isso porque é resumo, em… haha
Mas você vai ver também o que vou fazer commeu blog. Vai ver, vai ver! :D

Não vai durar uma semana funcionando, mas vai ficar bom! :D




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