Ana Cristina era uma senhora bem-casada com advogado, que ganhava o bastante para satisfazer suas ambições. Ele e Ana tinham dois filhos, dois garotos saudáveis, porém odiados pela vizinhança — porque sempre estavam jogando bola na rua e o resultado disso eram reclamações sobre vidros de janelas quebrados e capôs de carros amassados.
Ana possuía uma amiga valiosa, Clarice, a qual lhe contava todos os segredos, até mesmo sobe a impotência do marido. Clarice também era casado e tinha um filho que era exemplar para todos os efeitos.
A vizinhança era bem calma, excetuando os filhos de Ana e os boatos que Eulália — que tinha uma empregada, luxo que as outras mulheres não possuíam. Eulália sempre descobria o segredos das pessoas, porque ficava na janela de seu quarto no segundo andar. Antes de contar às suas amigas na rua, contava ao marido, pois esse sempre achava algum jeito de tirar vantagem disso. Conseguiu sua caixa de ferramentas e sua nova escada, que dobrava de todo jeito que ele havia visto no comercial da tv à cabo, chantagiando seus vizinhos com os segredos, antes de Eulália contar a todos.
Na vizinhança, chegou o publicitário, Daniel, que também era casado, porém sem filhos. Sua vida era muito corrida, havia decidido, para ter filhos. Ele preferia se aventurar por aí, com relações extra-conjugais, contava aos amigos que a vida de casado era muito sem graça, não havia novidades, ou o calor da adrenalina, o medo de ser descoberto.
Daniel sempre que saía de casa de manhã e via Ana na porta de casa despedindo do seu marido que ia trabalhar e admirava o corpo de Ana. Afinal, depois de dois filhos era difícil continuar com um corpo como aquele, vide sua mulher.
Numa segunda-feira de feriado, no supermercado do bairro, Daniel encontrou-se com Ana incoincidentemente. Os dois haviam marcado de se encontrar e irem para um motel beira-de-estrada na rodovia mais próxima. Esse motel era muito freqüentado pela vizinhança, inclusive pela filha de Eulália, Priscila, que namorava com o filho de Clarice. O garoto apreciava ser dominado, informação qua só sua única namorada sabia. Priscila quando encontrou Ana e Daniel estava saindo do quarto, indo para casa.
Priscila chegou em casa e contou o que viu para a mãe, que aprovava a ida de sua filha com aquele moço adorável no motel. A mãe idolatrava o garoto, dizia que Priscila tinha logo que engravidar e se casar. Hoje em dia, todos os homens só pensavam em sexo e, logo, era difícil achar um homem que queira casar e ter filhos, aliado ao fator dinheiro — o garoto encminhava-se a uma faculdade de medicina no próximo semestre.
Eulália, dessa vez ,não esperou para contar para o marido, que estava trabalhando. Correu Eulália à casa de Ana, onde encontrava-se só o marido — os garotos estava na rua fazendo a baderna de sempre e era um momento muito propício para contar ao marido de Ana, pensava Eulália. Contou tudo que ouviu da boca de sua filha e contou detalhes aleatórios de sua cabeça. Detalhes nunca eram demais num caso desses, em que sua história deveria ser incontestável.
Ana chegou em casa antes de Daniel chegar à dele. As damas primeiro, sempre. O marido de Ana lhe perguntou se ela o estava traindo. E, ela respondeu que não, exaltada. Seu marido a contou sobre o quê a velha Eulália veio lhe confessar e os dois concordaram que ela estava caducando. Porquanto, havia outros boatos que ela espalhara que nem tinham um pingo de verdade. Eulália já, há muito, inventava histórias para contar às amigas, porque essa era única fonte de entrenimento que aquela senhora possuía naquela casa solitária. A história fico no disse-me-disse e o corno continuou corno.
Esperava-se tragédia, fuga e juras de amor, mas a vida real passa tão longe das tragédias shakespearianas que às vezes dá raiva.
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Também me lembrou Desperate Housewives…
Me confundi toda com os nomes, no final nem sabia mais quem era quem XD
ficou legal a história.
haha, adorei o final: "a vida real passa tão longe das tragédias shakespearianas que às vezes dá raiva". concordo plenamente u.u
:*
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Só quando a Gabi voltar >.<
É como naquela história dos carneirinhos e do lobo… Sabe qual é? Vou contar…
Tinha um carneirinho que sempre dizia que o lobo estava vindo só para ver os outros carneirinhos em pânico, correndo de um lado para o outro. Ele se divertia com isso.
Até que um dia o lobo realmente estava vindo e os carneirinhos, cansados daquela mentira, não deram atenção. Já imagina o resultado, né? O lobo comeu todos os carneirinhos…
Moral da história? Sempre que as pessoas me perguntam isso, deixam-me encurralada, porque se você for parar para pensar, não há uma moral… Só a de que não devemos mentir; depois, as pessoas não acreditam na gente.
Bjitos!
Sexo de reconciliação me parece ótimo. :D
A verdade é que acho a palavra "obsceno" bonita e quis usar de alguma forma. A idéia alí acho que foi bem pejorativa mesmo. :D
tiamu
Tipoassimcara, não vou ler não, hahahaa fonte clara com fundo claro, fode minha vista!
Se acha ruim, reclama co a rhariane!