18 de Brumário

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Fazer 18 anos já  não é novidade para ninguém, uma vez que a diversão que há nos 18, a de ser preso, foi trasnferida aos 16; porém, neste mesmo ano, há o temido, odiado e destruidor de vidas e moral: alistamento militar, isso para os homens (aliás, seres humanos do sexo masculino). Pois é, o alistamento que todo mundo faz o favor de criar uma total mistificação em cima, o favor de contar como era na sua época, o que teve que passar quando no alistamento e o quão perto passou de ser chamado.

militar

Assim eu vou fácil, meu bem.

2008, o ano em que eu desde o começo já ouvia estórias&histórias sobre o alistamento, pois é o ano em que me alistei. E como bom procrastinador, deixei para o penúltimo dia, porque o último ia estar cheio e preciso "evitar a fadiga". Então, no dia 30 de abril, eu estava na Junta Militar ao sol do meio-dia, rezando para não pegar Exército, enquanto nêgo rezava para ser convocado.

Eu já tive contato com esse ufanismo antes, porque fiz prova para oficial do Exército (QUÊ? — eu certamente perguntaria no seu lugar). A minha motivação era bem divergente da maioria dos que também fizeram prova: oficial do Exército R$3.000,00 mensais depositados na conta; enquanto que para soldado há os R$300,00. Proporcionalidade de 1/10 que pouco faz de diferença para aqueles que sentem o dever para com a Nação chamando e quer por tudo servir. Entretanto,  será mesmo que é ufanismo — ou é o ufanismo que cega — as pessoas que vêem seu dever para com a Nação na instituição das forças armadas, quando nem a função de cidadão elas cumprem? É muito contraditório quando essas pessoas, assim como muitas outras, até exercem o voto como se fosse uma escolha arbitrária sem eficácia alguma e sentem o higher call. Coisa que não entendo bem, ou seja, ou são doidos, ou retardados, numa visão simplificada.

E lá no sol quente, minha experiência com o alistamento não foi nada parecida com a dos meus compatriotas, os quais fizeram o favor de me encher com estórias legais. Fui lá, alistei, voltei hoje e fui dispensado. O máximo de que tive que enfrentar foi o "véizim" (carinhosamente apelidado) mal-humorado e uma senhora com voz própria de funcionária pública: "Paga na lotérica, volta com um foto 3×4 pra pegar o certificado".  São outros tempos, não?

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"18 de Brumário" foi publicado em 03/09/08 às 7:03 pm por Léo Ruas sob a(s) categoria(s) estórias&histórias. Você pode acompanhar as respostas relativas ao texto por meio do RSS 2.0 feed.
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    Comentários

    Sinceramente? Eu acho que se fosse homem não iria querer servir o exército…
    Bjitos!


    Eu não sofri nada com alistamento, pq fiz numa cidadezinha pequena… Mas meu amigo escapou por pouco de ser chamado pra ir lá brincar no exercito…


    

    Léo Ruas estudante- vestibulando, residente de Beagá, dezoito anos, vagabundando por aí. meadiciona >>>>

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