Clubinhos, piadas internas e intertextualidades
• arquivado em: pensamentos em voz alta
As intertextualidades, evidências da erudição dos autores, são usadas a direito e a direito em clássicos da Literatura. Os livros Machado de Assis, sempre o exemplo, contêm uma por período; além de fazê-las durante descrições e narrativas as faz também pela temáticas, como a de Dom Casmurro alude a de Otelo. Essas formas de trabalhar o texto criam lá aquela atmosfera exclusivista para leitores tão eruditos quanto o escritor, pois outros não hão de entendê-las.
As alusões — as mais terríveis —, vêm trazidas da Bíblia e/ou, também, de livros mais clássicos que os prórios e, logo, difíceis para os leitores inabilitados, como eu. É. Questões óbvias, às vezes, como reflexões que trabalham com o porquê de o lado direito ser certo (porque Jesus está à direita de Deus), ou por que o símbolo do casamento é um anel, círculo (é infindável) são coisas simples que estão na nossa cara e, ainda assim, não entendemos quando lemos nos livros.
As aulas de Literatura, então, tornam-se aulas de verdadeiras descobertas do óbvio e do erudito, nas quais a gente se aproxima mais do elitismo vangloriado. Do óbvio, coisas realmente práticas, reflexivas ao que concerne o cotidiano; e do erudito, idéias mais intelectuais que necessitam de maior dissertação. Porém, as intertextualidades não deixam de ser clubes exclusivistas que mais excluem que integram. Não que eu queria que elas acabem.
Tags: intertextualidades, literatura, livros clássicos
relacionados ao texto
Deixe seu comentário
Os comentários funcionam assim: você escreve e opina, se valer resposta replico. Se desejar, você pode assinar os comentários subseqüentes ao seu para saber se responderam.
Qualquer um pode responder um comentário. Por questão de ordem, peço que, ao responder, clique primeiro na seta que está abaixo do nome e ao lado do avatar do autor do comentário a que vai responder.
Comentários ofensivos, serão excluídos.
Comentários
eu adorava literatura…
confesso q perdi um pouco o gosto pela leitura, mas vou tomar vergonha na cara e voltarei a ler.
e eu penso em casar. mas enquanto as mulheres dxarem os homens na maternidade e levarem os projetos pra casa, aí eu caso :D
tava procurando o blog da joana e encontrei o seu!
gostei! tá linkado!
Eu sempre gostei de ler, mas não era dos maiores fãs de literatura, até o cursinho. O professor sempre soube explicar a matéria, aprofundar de uma maneira divertida, criativa e principalmente, que a gente assimilava bem, tanto que a aula era sábado as 7 da manhã e era a aula mais cheia do cursinho.
Adoro intertextualidade, referências a outras obras, isso torna o texto mais rico.
Abraços
Confesso, que literatura não é meu ponto forte. Mas me esforço muito para gostar, pois são detalhes que fazem a diferença na escrita, porém as regras e detalhes me deixam as vezes lOucO …
Rsrsrs
Já li muitos livros, todos muitos bons, faz um tempinho que parei de ler, o tempo como sempre, atrapalhando tudo … Rsrs
Mas em breve isso mudará !!!!
partindo da idéias de que todas as histórias possíveis já foram contadas, acho que intertextualidade é uma forma de articular referências e homenagear autores que influenciaram o autor. Tudo depende da forma como se dialoga com um outro texto, seja a bíblia ou Machado de Assis sem que fique hermético, ou fingido de original. Tem escritores que saem jogando referência pra mostrar cultura, outros fazem textos cheios de intertextos que não impedem que o leitor entenda e goste do seu texto.
=)
Eu li Dom Casmurro duas vezes, e fiz prova esse ano, além de uma análise nas aulas de literatura. E acho que mesmo lendo mais umas 5 vezes, certas coisas sempre passam despercebidas. Machado foi um gênio!
Beijos com carinho =*
Muito complexo para uma sexta-feira a tarde. hihihi
E para quem não conhece, assim como eu também, fica difícil reconhecer essas tais de intertextualidades. hihihi
Bjitos!
Nunca tinha pensado nisso, mas é verdade.
Que saudade das aulas de Literatura!
Sou aquela que só consegue identificar o óbvio.
uhaiahiuahuiahia
Beijos =*
Os segredos de um livro às vezes nos passam despercebidos. É sempre interessante estudar sobre o contexto da história e do autor, e às vezes a obra acaba se desdobrando de formas inesperadas.
Da mesma forma, o hábito da releitura é algo que pode mudar completamente a percepção que se tinha de um autor ou de seu livro.
Lembrei de você: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u449918.shtml.
Bjitos!
Eu estava pensando justamente nisso semana passada. :D
O que eu mais gosto nas aulas de literatura são as pequenas descobertas desses "segredos" implícitos nas narrativas.
acabei de perceber que os três parágrafos deste texto começam com "As". esquisito.
literatura é demais pro meu português pobre!
e eu acho que vc tá indo demais pro cursinho. passalogo ok! HAHAHA












