Viajar sozinho - viajar, viagem, trajeto até o local onde vou ficar com minha família - é uma experiência nova e engraçada, porque se está tão acostumado a viajar conversando que dessa vez prestei muito mais atenção às pessoas e aos lugares que de costume.
Na ida para Guarapari, quase comprei uma laterna para o cara que se sentava na minha frente junto de sua, provável, esposa: ele não parava de ligar e desligar a luz que fica em cima das poltronas do ônibus, parecia frenético. Além do mais, reclamava de tudo.
Ainda na estrada, notei que algumas rochas que antes escorriam água o dia todo, não tinha mais água. Essas eram bonitas de se ver, principalmente de dia. Será que acabou?
Os mineiros dizem assim:"Se não tem mar, vamos para o bar."
E eu também, como típico mineiro.Porém, hoje, e, somente hoje, digo: "Se não tem mar, vou atrás dele."
Vou dar uma volta de uma semana aqui na varanda mineira, chamada Espiríto Santo e já volto. Té mais!
Vai um pão de queijo com café?
A Revista Época do dia 22 de setembro de 2007 escreveu uma matéria falando sobre o livro a Nova História Crítica. Eu o uso e atesto ele não te deixa pensar. Porém contesto o que a Época diz, o livro não traz a história distorcida, e sim uma história não-tradicional, diferente daquela que as crianças de 1ª a 4ª série engolem no ensino fundamental. ( Lembrando que a história não possui uma única versão.)
Ele critica sim, mostra como as coisas poderiam ter sido se houvesse mais racionalidade e sapiência na cabeça de alguns na história e fala também da política imperialista imposta pelos EUA - a Época diz que os EUA são tratados como vilões da história, um dó.
Num Brasil, em que as pessoas são passivas e idolatram uma Bebel, é necessário livros que formem a opinião daqueles que assistem à Globo. E se mostrar opinião é proibido que fechem as porras dos jornais e revistas e emissoras de tv que apassivam a população diante da dominação da minoria elitizada.
"Na resposta da editora encaminhada por e-mail ao GLOBO, em resposta ao artigo do jornalista Ali Kamel, Arnaldo Saraiva ironiza: 'Terão errado todos estes 50 mil professores? Saberá o senhor Ali Kamel escolher melhor que eles? O que devemos fazer com estes milhares de professores que preferem a obra do professor Mario Schmidt às demais? Demitimos? Reeducamos ideologicamente?'" - Livro Didático reprovado pelo MEC continua a ser usado em sala de aulas do Brasil
Estariam eles, professores - graduados, formados em história - errados?
- editado 30/09/07 : na Época dessa semana, como resposta a favor do artigo divulgam uma pessoa de idade ou profissão não-identificada e contra uma garota da primeira série do Ensino Médio. Eles não querem manipular, NUNCA!
Tem lógica isso? não, então deixa sem explicação.
Tava assistindo tv e vejo um cara dizendo que os brasileiros se identifica com a Bebel - Paraíso Tropical, novela da Globo (ninguém merece) -, porque ela fala errado, não é boazinha nem má, e quer subir na vida. Um comentário: o brasileiro, então, é burro, não quer estudar, quer subir na vida nas costas dos outros e foda-se o resto.
Tá aí, Mário de Andrade errou em Macuinaíma, ele nem era brasileiro.
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Voltei pra cá porque eu não sou à toa. :)
Quando eu era pequeno - e acredite isso faz tempo -, eu ia para a casa da minha vó paterna uma vez por ano. A cidade é pequena e não tem nada para fazer. Reclamava - e ainda reclamo - muito porque lá não há nada para se fazer a não ser tomar sorvete no centro ou ir ao cinema, que é dos mais atrasados. (Subentende-se que eu sou um urbanóide)
Naquela época, minha tia, irmã mais nova de meu pai, tinha seus 15 anos e eu uns 7 ou 8 - até não sei qual a nossa diferença de idade -, mas ela que me fazia companhia nessa época e, conseqüentemente, eu era apaixonado com ela. Sabe como é, né? Criança, sem nada para fazer.
Lembro-me que eu sempre ficava de cara fechada para ir a Patos de Minas, porém quando chegava lá - e isso até hoje - fico numa boa, por causa dela.
No mesmo ano, ou um pouco mais tarde ela ficou grávida, casou e mudou-se.
Quando ia à casa da minha vó já num era a mesma coisa, ela tava casada e eu tinha ciúmes. HAHA
Hoje, ela já se separou e voltou a morar com meus avós e trouxe junto a filha, lógico.
O que acontece agora: a filha dela vive atrás de mim quando eu vou pra lá. Criança, sema nada para fazer, sacoméquié, né?



