fodástico ; página 4

Tragédias hodierno

arquivado em: épicos da vida urbana  

Ana Cristina era uma senhora bem-casada com advogado, que ganhava o bastante para satisfazer suas ambições. Ele e Ana tinham dois filhos, dois garotos saudáveis, porém odiados pela vizinhança — porque sempre estavam jogando bola na rua e o resultado disso eram reclamações sobre vidros de janelas quebrados e capôs de carros amassados.

Ana possuía uma amiga valiosa, Clarice, a qual lhe contava todos os segredos, até mesmo sobe a impotência do marido. Clarice também era casado e tinha um filho que era exemplar para todos os efeitos.

A vizinhança era bem calma, excetuando os filhos de Ana e os boatos que Eulália — que tinha uma empregada, luxo que as outras mulheres não possuíam. Eulália sempre descobria o segredos das pessoas, porque ficava na janela de seu quarto no segundo andar. Antes de contar às suas amigas na rua, contava ao marido, pois esse sempre achava algum jeito de tirar vantagem disso. Conseguiu sua caixa de ferramentas e sua nova escada, que dobrava de todo jeito que ele havia visto no comercial da tv à cabo, chantagiando seus vizinhos com os segredos, antes de Eulália contar a todos.

Na vizinhança, chegou o publicitário, Daniel, que também era casado, porém sem filhos. Sua vida era muito corrida, havia decidido, para ter filhos. Ele preferia se aventurar por aí, com relações extra-conjugais, contava aos amigos que a vida de casado era muito sem graça, não havia novidades, ou o calor da adrenalina, o medo de ser descoberto.

Daniel sempre que saía de casa de manhã e via Ana na porta de casa despedindo do seu marido que ia trabalhar e admirava o corpo de Ana. Afinal, depois de dois filhos era difícil continuar com um corpo como aquele, vide sua mulher.

Numa segunda-feira de feriado, no supermercado do bairro, Daniel encontrou-se com Ana incoincidentemente. Os dois haviam marcado de se encontrar e irem para um motel beira-de-estrada na rodovia mais próxima. Esse motel era muito freqüentado pela vizinhança, inclusive pela filha de Eulália, Priscila, que namorava com o filho de Clarice. O garoto apreciava ser dominado, informação qua só sua única namorada sabia. Priscila quando encontrou Ana e Daniel estava saindo do quarto, indo para casa.

Priscila chegou em casa e contou o que viu para a mãe, que aprovava a ida de sua filha com aquele moço adorável no motel. A mãe idolatrava o garoto, dizia que Priscila tinha logo que engravidar e se casar. Hoje em dia, todos os homens só pensavam em sexo e, logo, era difícil achar um homem que queira casar e ter filhos, aliado ao fator dinheiro — o garoto encminhava-se a uma faculdade de medicina no próximo semestre.

Eulália, dessa vez ,não esperou para contar para o marido, que estava trabalhando. Correu Eulália à casa de Ana, onde encontrava-se só o marido — os garotos estava na rua fazendo a baderna de sempre e era um momento muito propício para contar ao marido de Ana, pensava Eulália. Contou tudo que ouviu da boca de sua filha e contou detalhes aleatórios de sua cabeça. Detalhes nunca eram demais num caso desses, em que sua história deveria ser incontestável.

Ana chegou em casa antes de Daniel chegar à dele. As damas primeiro, sempre. O marido de Ana lhe perguntou se ela o estava traindo. E, ela respondeu que não, exaltada. Seu marido a contou sobre o quê a velha Eulália veio lhe confessar e os dois concordaram que ela estava caducando. Porquanto, havia outros boatos que ela espalhara que nem tinham um pingo de verdade. Eulália já, há muito, inventava histórias para contar às amigas, porque essa era única fonte de entrenimento que aquela senhora possuía naquela casa solitária. A história fico no disse-me-disse e o corno continuou corno.

Esperava-se tragédia, fuga e juras de amor, mas a vida real passa tão longe das tragédias shakespearianas que às vezes dá raiva.

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Postado em 19/04/08 // 15 comentários >>>>


As mulheres do restaurante

arquivado em: estórias&histórias  

Hoje tava no restaurante e na minha frente havia duas mulheres — bem vestidas, corpo escultural, postura ereta –, que, pelo que parecia, conheciam-se, também escolhendo o que comer. O Restaurante era self-service. Na parte onde se econtram os matos, eu quase nunca pego, mesmo porque aula de Biologia faz todo mundo ficar com nojo de restaurante, porém as duas pegaram todo tipo de gramínea possível. Depois colocaram no prato abacaxi, mamão (o.O) e mais alguns legumes. Nada tinha maionese.

O prato dela parecia um verdadeiro arco-íris, bem como dizem que deve ser, muito colorido.

Mas, chegando no final, as duas pegam feijão com calabresa e torresmo. E, lógico, no final, uma Coca C… Zero.

Até onde as pessoas gostam de se enganar? Dize-me!(bem forçado, o dize-me)

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Postado em 11/04/08 // 18 comentários >>>>


Memê

arquivado em: incategorizável  

A Lusinha e a Nary me indicaram um memê: top 5 coisas que odeio. So

1) Pessoas boazinhas

Eu já falei tanto delas aqui no blog. Mas, para sumarizar é por causa da lerdeza, da vontade de sempre agradar e se ferrar sempre e também pelo fato de ser irritante.

2) Cultura de massa (1, 2, 3, 4)

Irrita porque o CRÉÉÉÉÉEUUUU está em todas as bocas, em todos os lugares.

3) Pessoas postando de 5 em 5 segundos no twitter

Às vezes postam demais e extrapolam demais.

4) Odeio quando um livro/estória acaba

Porque você sente falta, inexoravelmente, dos personagens e da situação em que eles se encontram.

5) Pessoas que vão fazer medicina

Merecem um post. Também para resumir: eles dizem que estudam e ficam o dia inteiro no cursinho, maaaaaas. haha. Racho de rir.

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Postado em 11/04/08 // 3 comentários >>>>


Via osmose

arquivado em: pensamentos em voz alta  

Se a Física Moderna considera que tudo são ondas e se somos sombras de uma forma perfeita e lembramos por meio da reminiscência, então aprender matemática por osmose num é um sonho, não, certo? :B

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Postado em 06/04/08 // 8 comentários >>>>


Just a boom boom

arquivado em: verbivocuvisual  

eu e minha parceira de dancefloor,
uma guria de pouco menos de quatro anos.
um aparelho de som master no volume máximo
conectado na minha playlist que só tem espaço para trance.

os passos de dança seguiam a risca
a idéia da música, to move insane.

as janelas e o vidro da porta
acompanham o boom boom privado
no meio da sala de estar.

a platéia de mosquitos que havia
saiu correndo por causa do volume
quase no limite do inaudível.

se os vizinhos se incomodaram pouco importa,
pois estavámos num
boom boom to move insane
.

leia todo o texto >>>>

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Postado em 03/04/08 // 7 comentários >>>>


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Léo Ruas estudante- vestibulando, residente de Beagá. >>>>

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