Just a boom boom
• arquivado em: verbivocuvisual
eu e minha parceira de dancefloor,
uma guria de pouco menos de quatro anos.
um aparelho de som master no volume máximo
conectado na minha playlist que só tem espaço para trance.
os passos de dança seguiam a risca
a idéia da música, to move insane.
as janelas e o vidro da porta
acompanham o boom boom privado
no meio da sala de estar.
a platéia de mosquitos que havia
saiu correndo por causa do volume
quase no limite do inaudível.
se os vizinhos se incomodaram pouco importa,
pois estavámos num
boom boom to move insane.
Metafodástico
• arquivado em: pensamentos em voz alta
Um dia eu acordei e resolvi ser metido. Nesse mesmo dia, eu comprei o fodástico.org e escolhi fodástico porque há a razão de eu ser metido e colocar uma foto preto e branco no perfil do blog, achando que sou gostoso pra carai e querer afirmar isso e, também, porque fodástico é uma gíria adolescente legal, que, by the way, não uso. Sobre esse nome eu já havia pensado no sentido óbvio da palavra que me atrai várias visitas nas pesquisas do Google. Porém, há outro nome para mim na internet.
Superlativado é o nome extra, já que fodástico todo mundo usa por aí. Twitter: superlativado. Last.fm: superlativado. Flickr: superlativado. Superlativado é legal porque os adjetivos superlativos são usados principalmente para expressar ironia e eu sou irônico e sarcástico. Entretanto, eu não tinha notado a conotação sexual até que passo o endereço do meu twitter para uma garota no msn e recebo essa resposta:
– Superlativado, hein?
– HAHAHA. É verdade e culpa da altura.
Foi aí que superlativado subiu no meu conceito, acima até do fodástico. hauaha
A Alma Encantadora das Ruas — Crônicas
• arquivado em: livros&filmes&séries
"Flanar é ser vagabundo, é refletir, é ser barbaque, é comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem.
[...] Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico."
A alma que encantadora das ruas pode ser encontrada com o estado de espírito que é descrito no prólogo do livro. João do Rio, ou Paulo Barreto, ou Claude, ou José Antônio José, ou Caran d'Arche, ou Joe (pseudônimos), ou Godofredo de Alencar heterônimo (heterônimo) descreve como é o observador — flâneur — que experiencia nas ruas situações únicas, que fazem a cidade funcionar, peculiaridades da população e retira dessas experiências individuais a verve para produzir arte. O sentimento que o texto inicial produz é semelhante ao pensamento urbanóide — que pode até ser um prosseguimento desse pensamento do íncio do século XX –, que as pessoas que residem no meio urbano possuem, sentimento enaltecedor às cidades, de quem gosta do ambiente agitado.
Na rua, as pessoas se independem e se tornam anônimas, ninguém conhece ninguém e nem por isso deixa de observar e notar como cada um age, como cada um possui comportamento diferenciado. Hoje comportamento que é expresso nas roupas, cabelo. Já na época em que o livro foi escrito, João do Rio trabalha com tatuagens (que antes somente pessoas marginalizadas faziam), religiões e formas de manifestá-la, literatura popular, "pequenas profissões", imagens corriqueiras para o começo do século XX que são retratadas em suas crônicas.
O livro em geral traz uma proposta exaltadora às cidades, principalmente às ruas, que são como as veias da cidade, prafraseando o autor.
Amigo
• arquivado em: pensamentos em voz alta
Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…
(Vinícius de Moraes)
O cara que era dono do meu celular
• arquivado em: épicos da vida urbana
Eu adquiri meu número já faz um ano, mas desde então recebo as ligações do cara que possuía o número, até hodierno( haha, hoje em dia).
Pois bem, o nome do ex-dono me fugiu, mas o cara é meu ídolo, eu vivo atendendo às ligações dele desde que peguei o número, e o cara já pegou muita mulher.
Uns três meses atrás uma senhora, que pelo visto cuidava da casa dele, me ligou, o cara, pelo que ela falou — e eu inferi grande parte –, tinha várias mulheres espalhadas por Beagá, dormia várias noites fora, e dava um "agradinho" à mulher de vez em quando. No dia que ela ligou, era o dia anterior dela ir na casa dele, cuidar de tudo e receber o "agradinho", e ela continuava perguntando: "Você vai me dá um agradinho amanhã, num vai?" e eu confirmando tudo sem qualquer restrição. Ela em nenhum momento percebeu que eu num era ele, mas isso é detalhe.
O dia que eu fiquei fã do cara foi o que uma garota ligou chamando o cara de cachorrão (pra ser chamado de cachorrão é necessário sexo muito bom e selvagem, haha, convenhamos), chamando-o pra ir lá pr'um motel famoso daqui de Beagá prometendo fazer o que ele quisesse ou o que eu quisesse, no caso. Isso também requer um saldo muito bom de trabalho (haha).
Épicos da vida urbana. Só acontece em lugares abarrotados de celulares e que não há tempo para esperar o número "esfriar" e lógico comigo.













